Você já sabe que produzir com custos equilibrados é fundamental para garantir a viabilidade da atividade cafeeira.
A seguir, será apresentada uma análise de quadrantes que demonstra o comportamento das propriedades cafeeiras, correlacionando produtividade e custo de produção, e a margem líquida com o objetivo de compreender o desempenho do grupo e identificar padrões de resultado.
Gráfico 1. Relação entre Produtividade (sacas/hectare), Custo Operacional Efetivo (R$/ha) e Margem Líquida (R$/ha) na safra 2024/2025.

Fonte: Departamento de Inteligência da Labor Rural.
A análise dos quadrantes demonstra que o Q3, definido por produtividade acima de 66,59 sc/ha e COE abaixo de 28.855 R$/ha, apresenta a maior margem líquida por hectare, sendo 123% superior à do Q1. O Q2 reúne sistemas com alta produtividade, porém com custos elevados, indicando que produtividade sem controle do COE compromete a margem. O Q4 expressa eficiência operacional sem escala produtiva, enquanto o Q1 representa o cenário mais crítico, combinando baixa produtividade e alto custo.
O ponto ótimo do sistema está no Q3, onde produção e eficiência operacional se equilibram. A estratégia é objetiva. Fazendas do Q2 devem equilibrar o custo operacional efetivo para migrar ao Q3. Fazendas do Q4 precisam elevar a produtividade mantendo o controle de custos. Fazendas do Q1 exigem reorganização estrutural do sistema produtivo. O objetivo central é ampliar a concentração de propriedades no Q3, consolidando produtividade, custo e margem em um mesmo padrão de eficiência.