A relação entre produtividade, custos e sustentabilidade tem ganhado destaque na cacauicultura. Avaliar não apenas quanto se gasta para produzir, mas também como se produz, é essencial para garantir eficiência econômica e reduzir a pegada de carbono da atividade.
Sabemos que os Custos Operacionais Efetivos variam conforme o critério de avaliação, podendo ser por hectare ou por quilo. Quando analisados por hectare, os custos são mais elevados nas propriedades de maior produtividade (R$ 11.826/ha) em relação às de menor produtividade (R$ 1.267/ha). No entanto, ao considerar o custo por quilo, observa-se o efeito da diluição proporcionado pela alta produtividade. Propriedades mais produtivas apresentam um custo aproximado de R$ 6,59/kg de cacau, enquanto nas menos produtivas o valor chega a R$ 18,63/kg de cacau, o que demonstra sua menor eficiência econômica.
Assim como ocorre com os custos, a pegada de carbono também é diluída pela eficiência produtiva do sistema. Quando avalia-se a emissão de carbono por hectare, o sistema Pleno Sol apresenta uma emissão 71% superior à do sistema Cabruca e 87% superior aos sistemas Consórcio + SAF.
Entretanto o cenário muda quando realizamos essa mesma análise olhando para a emissão por quilo de cacau produzido. A alta capacidade produtiva, reduz a pegada de carbono de sistemas Pleno Sol (1,44 kg de CO2equiv /kg) e Consórcio + SAF (0,92 kg de CO2equiv /kg), ao comparar com o sistema Cabruca (1,92 kg de CO2equiv /kg). Nesses casos, a relação entre emissão e produtividade explica o resultado, maior eficiência por unidade produzida.
Gráfico 1. Produtividade e emissão de carbono por sistema de produção.

Fonte: Departamento de Inteligência da Labor Rural.