Alcançar boas produtividades é essencial para manter a atividade economicamente viável. Mas é importante reforçar que uma boa safra começa com a alocação eficiente dos recursos.
A cacauicultura brasileira ainda possui inúmeros desafios com relação a mecanização da atividade, por isso, é fundamental planejar com cuidado as atividades que dependem de mão de obra. Colheita e pós- colheita, adubação via solo e condução da lavoura merecem atenção especial.
Essas três atividades concentram 60% dos custos de produção das propriedades com melhor margem líquida por hectare. Planejar bem, executar com eficiência e monitorar os resultados faz toda a diferença no desempenho da lavoura
Figura 1. Diagrama de Pareto das propriedades benchmarkings.

Fonte: Departamento de Inteligência da Labor Rural.
Um ponto que merece atenção: via de regra, quanto maior a produção, maior o desembolso com mão de obra na colheita/pós colheita, portanto deve-se ter o radar atento para as oportunidades de mecanização, especialmente no processo de pós-colheita.
Com a adubação via solo, a tendência é de aumento no uso de insumos. Diante de preços mais atrativos e da oportunidade de investir nas lavouras, esse tipo de adubação se destaca como o principal insumo relacionado à produtividade, embora não seja o único. Por isso, é fundamental também dar atenção às demais atividades, mencionadas no gráfico e ao longo do texto.
Na condução da lavoura, especialmente nas práticas de poda e desbrota, otimizar o uso da mão de obra também é estratégico. Lavouras conduzidas com regularidade demandam menos esforço nos anos seguintes, o que reduz o tempo e o custo das operações.