Você já parou para pensar que, na cacauicultura, o valor do patrimônio da propriedade nem sempre está associado a eficiência de um negócio? A viabilidade econômica da produção reflete, também, o potencial de transformar este patrimônio em faturamento real para a atividade.
O uso do capital empatado na produção para cálculo da taxa de giro, é uma ferramenta importante de diagnóstico. Ela nos permite avaliar a capacidade da lavoura de gerar dinheiro, ou seja, quanto faturamento é gerado a partir do dinheiro que foi investido em terras, formação lavouras, benfeitorias, máquinas e equipamentos.
Gráfico 1. Taxa de giro do capital (%) e Rentabilidade (%) nas principais regiões produtoras para a safra 2024.

Fonte: Departamento de Inteligência da Labor Rural, 2025.
A eficiência no uso do capital, expressa pela taxa de giro, varia regionalmente: o Pará atinge 48% de média (melhor desempenho do projeto) por equilibrar produtividade a capital empatado, enquanto a Bahia apresenta 24% e o Espírito Santo 12%, onde o alto valor da terra exige maior produtividade para girar o investimento. Porém, não é possível definir eficiência econômica apenas a partir da taxa de giro, para essa conclusão, associa-se essa taxa a rentabilidade.
Na safra de 2024 o Pará atingiu 36% de rentabilidade, que é explicado pelas maiores margens líquidas por hectare aliadas a menores níveis de capital empatado, seguido pela Bahia com 12% e pelo Espírito Santo com 8%. Desse modo, a alta taxa de giro alinhada a alta rentabilidade, indica que além desses produtores terem capacidade de gerar renda sobre a infraestrutura da propriedade, os investimentos estratégicos tornam a atividade viável.